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Miss Messy

Miss Messy

Sim Dicaprio, não é um sonho!

 

Após anos de nomeações, memes e gozações por toda a internet, finalmente aconteceu, o meu querido Leonardo DiCaprio ganhou o tão merecido Óscar! Pessoalmente, adorei a prestação dele no filme "The Revenant" e achei o prémio mais que merecido, mas as opiniões dividem-se e há quem ache que neste filme, o mercedor do Óscar fosse mesmo o urso...

Opiniões à parte, estou tão feliz como se o Óscar me tivesse sido dado a mim - salvo seja!! - porque já me estava a dar comichões o homem ser alvo de tanta chacota nas redes sociais e convenhamos, se desta ele não levasse o homenzinho dourado para casa, dúvido que o levasse numa próxima.

 

Após agradecer o Óscar, aproveitou para falar um pouquinho das alterações climáticas que tanto defende, da humanidade e coisas assim. Acho bem Leo, defende o meio ambiente com unhas e dentes e espalha a palavra, só não deixes é de tomar banho para poupar água e de usar desodorizante para não poluir a atmosfera como essas bocas maldosas dizem por aí - diiiizem, mas eu quero acreditar que são só boatos. De qualquer forma, a cheirar bem ou mal, foi um óptimo discurso sobre o qual todos nós deveriamos pensar e repensar.

 

Para terminar, ainda bem que ele não apareceu acompanhado pela pirosa da Rihanna tal como uns zum-zuns andavam por aí afirmar que aconteceria - que me desculpem as fãs mas eu acho que ele merece um bocadinho mais.

 

E agora que o Leo já ganhou o Óscar, só falta o meu Sporting ser campeão!

 

O lápis "cor-de-pele"

 

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 Quando era miúda, cada vez que queria pintar a pele do anfitrião do meu desenho, associava o lápis bege à cor da pele. Eu e tantos outros da minha idade. Quando algum coleguinha não tinha o tom bege na palete de lápis, referia-se sempre à cor como "lápis cor-de-pele". Alguns professores também o chamavam assim. Foi baptizado com este nome porque era o que mais se assemelhava à minha cor e à de muitos colegas e aposto que muita gente se recorda disto, no entanto dá que pensar. Lápis cor-de-pele? Qual pele? A minha? E os meus coleguinhas de cor, será que também chamavam um lápis mais escuro de lápis cor-de-pele? Pondo as coisas desta forma dá que pensar...

 

Foi a pensar nisto que uma marca brasileira de produtos de arte, resolveu por fim a esta questão e decidiu representar a diversidade racial numa caixa de giz com diversos tons de pele para colorir nos desenhos! É a caixa "cor da pele" e lá dentro estão representadas várias cores que se assemelham ao tom de pele de várias pessoas por esse mundo fora.

Acho muito bem! A cor da pele é bastante diversificada, não se cinge apenas a uma cor e é algo que deve ser incutido às crianças desde cedo.

Boa iniciativa!

 

 

 

De obesa a modelo: uma inspiração

Este vídeo é para todos aqueles que se queixam do corpo flácido, que se lamentam pelas gordurinhas extra que têm, que dizem que fazem dietas, que vão várias vezes ao ginásio mas que nunca conseguem emagrecer e acabam por perder a força de vontade. A todos vós só digo: ponham os olhos nesta mulher!

Lutou pelo corpo que sempre desejou e conseguiu. A única recordação que tem da sua antiga imagem são fotos e estrias que carrega consigo como símbolo de vitória pelo que foi um dia e pelo que é hoje.

Já diz o velho ditado e com razão: se querer é poder, querer é vencer!

 

 

 

 

A melodia da amizade

Era quase meia-noite. Preparava-me para dormir quando recebi uma mensagem de uma das minhas melhores amigas. Costumamos trocar várias mensagens, umas mais vulgares, outras mais lamechas, mas a de ontem, deixou-me nostálgica. Era uma mensagem com um link para duas músicas, músicas que são "nossas", músicas de outros tempos. Fiquei com o coração apertado ao escutá-las. Eram músicas que outrora não me diziam muito mas que hoje me deixam cheia de nostalgia. Músicas de tempos cheios de amores e desamores, de dias alegres, de outros mais tristonhos mas tempos onde a diversão era garantida, onde a responsabilidade não era assim tanta, onde havia tempo para tudo. Tempos em que riamos até não poder mais, em que tudo era motivo para celebrar, onde as horas não interessavam.  Tempos que passaram e não voltam mais...

 

Hoje, continuamos amigas como sempre, brincalhonas e divertidas como antes mas com vidas diferentes. Temos rotinas, horas a cumprir, alguém em casa à nossa espera todos os dias. Temos mais responsabilidade, somos mais exigentes connosco. Não nos vemos tantas vezes, mas quando estamos juntas é sempre especial, como se o tempo não tivesse passado, como se tivéssemos entrado numa máquina do tempo e recuado anos e anos. É isto que torna a nossa amizade genuína e com ou sem os ditos cujos, com ou sem filhos, com ou sem stress de trabalho uma coisa é certa, somos amigas para a vida e a música permanecerá para sempre para nos recordar disso e de como juntas vivemos tempos do caraças!

 

*Com uma lágrima no canto do olho mas com o coração cheio

 

 

Squat Challenge - Resultados

 No passado dia 1 de Fevereiro dei início a este novo desafio com o objectivo de ficar com o "bumbum" mais definido. É verdade que ainda não chegamos ao final do mês, mas como a saracasticamente me veio perguntar pelo meu rabiosque resolvi então fazer um post sobre os resultados.

Ora, o meu rabo está bom e recomenda-se - salvo seja!

 

Estes 23 dias de agachamentos diários deram bons resultados tanto no que diz respeito à tonificação com que fiquei nas pernas e coxas, como pela diminuição da celulite. É claro que para os resultados serem mesmo bons e rápidos é preciso seguir uma boa alimentação - coisa que nem sempre é o meu forte - ingerindo bastantes proteínas para ajudar na obtenção de resultados, beber muita águinha, esfoliar o corpinho e passar um creme hidratante/anti-celulítico.

Como já vos tinha dito numa publicação anterior,  " 7 pechinchas para cuidar do corpo", estou mega fã do creme anti-celulite da marca Bonté que está a venda nos supermercados Mini-preço. É baratuxo, traz bons resultados e para já não o troco por nenhum outro.

 

Como gostei dos resultados, vou dar seguimento à saga dos agachamentos até ao Verão e vou incluir no desafio 30 Abdominais diários.

Meninas, vamos lá! Quando feito com vontade, os resultados são alcançáveis!

 

Bora lá ficar boazonas!!

 

 

É preciso surpreender!

Duvido que haja alguém neste mundo que goste mais de ser surpreendido que eu. Duvido. Adoro ser surpreendida, adoro toda aquela excitação em torno de uma surpresa, adoro quando sou surpreendida só porque sim, sem datas, sem comemorações especiais, adoro uma boa surpresa só porque o outro lado sabe que adoro surpresas e gosta de me ver feliz adoro, adoro, adoro.

Na minha opinião, uma boa surpresa acaba sempre por dar o ar da sua graça e de deixar qualquer coração derretido, já para não falar que acaba sempre por ser uma boa forma de declarar amor à cara metade.

Eu adoro toda esta questão que envolve o amor e a surpresa, mas sei que por outro lado, existe quem deteste ser surpreendido porque há por aí muito boa gente que odeia não conseguir controlar todos os momentos do seu dia ou não gosta simplesmente de não estar a par de todas as situações. Eu já namorei com uma personagem assim. Namorámos cerca de 5 anos e só quatro anos de namoro depois é que eu descobri que uma surpresa de aniversário o podia tirar do sério. Ah pois é, e foi por pouco que não me tirou do sério a mim também e que não lhe espetei com o bolo que lhe tinha carinhosamente preparado na cara, tudo isto porque lhe fiz uma festa surpresa na moradia de uma amiga minha e convidei amigos dele/nossos. Uma festa que me deu um trabalhão desgraçado com comidas, bebidas, decoração, surpresas e afins e que quase foi pelo cano abaixo porque o senhor doutor percebeu que eu lhe estava a preparar alguma - no bom sentido - mas como queria saber a todo o custo do que se tratava ,ao invés de aparecer no local e hora marcada como combinado, resolveu começar a berrar ao telemóvel dizendo que odiava surpresas e que queria saber imediatamente do que se tratava. Como devem perceber, depois disto a minha vontade de lhe fazer o que quer que fosse acabou, assim como o meu sentimento por ele que começou a descambar daí em diante.

Para além de ser surpreendida, também adoro surpreender mas actualmente começo a achar que as pessoas cada vez mais se esquecem de o fazer e pior que isso, assimilam uma surpresa a dinheiro. Meus caros/as, desde quando é que para se surpreender alguém é necessário gastar dinheiro?

Sinceramente, há surpresas e surpresas e é por isso que eu as classifico em 3 tipos:

 

Surpresa sem custos

É aquele tipo de surpresa que rasga um sorriso na cara de qualquer um e que é à borlix! Às vezes bastam uns quantos bocados de papel espalhados pela casa cheios de frases românticas; outras vezes basta uma flor apanhada do jardim; frases escritas no espelho de uma casa de banho; uma carta deixada dentro da mala ou da carteira. É algo que sabe sempre bem e que pode muito bem ser feito sem ter de se gastar um cêntimo que seja.

 

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Surpresa em conta

É um outro tipo de surpresa simpático/romântico e que cai sempre bem. Tão simples como encher a casa de velas para criar um ambiente acolhedor para se poder estar com a cara metade, mais que não seja, um ambiente para se declarar mais uma vez o amor que se sente pelo outro; aparecer no trabalho/em casa com um ramo de flores ou bombons - nunca fica fora de moda. Outra ideia é comprar bilhetes para o teatro, para o jogo de futebol X - deixem de lado a típica pergunta "então o que é que queres fazer hoje" ou "queres ir ao sitio X?" comprem masé, surpreendam e digam "comprei isto para nós, vamos?" e vão ver que vai ser uma boa surpresa para a outra pessoa. Outra boa surpresa é preparar um jantarzinho romântico, cheio de velas e não vale a pena dar a desculpa do não saber cozinhar porque hoje em dia já se compra muita coisa feita! Até um balãozinho cheio de mensagens românticas pode fazer toda a diferença...

 

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Surpresa dispendiosa

A surpresa dispendiosa pode ir de um valor dito normal a um valor mais esbanjador, mas muito de vez em quando, é bom fazer uma surpresa destas.

Surpreender com um jantar num restaurante romântico cai sempre bem, nem que seja apenas uma vez na vida. Pelo menos para nós mulheres, não há nada como ouvir o típico "vai te vestir, vou-te levar a um sítio especial"! É sempre bom porque, primeiro, é menos um jantar a fazer e segundo é algo digno de filmes de Hollywood. Melhor que isso, e para ser mesmo à filme, só mesmo ser presenteada - no caso das mulheres - juntamente com o convite para jantar, com um lindo vestido para usar nesta saída romântica ou com uma jóia para pôr. Mas como para a maioria das pessoas isto já é "demasiado", há outras ideias. Estar atento é sempre uma boa opção. Perceber o que a outra pessoa gosta, o que a outra pessoa quer. Ás vezes podem ser coisas tão simples como uma camisa que ele viu e gostou mas não comprou, como um livro, como um cd e depois podem ser coisas mais caras como um relógio que vimos ao passar na esquina e achámos que ele poderia gostar, um par de ténis, uma jóia que ele viu -  ou outra coisa qualquer - e achou que era a nossa cara. Pode ser também um fim-de-semana romântico num lado qualquer, ou uma simples entrega de flores por um estafeta no local de trabalho com um bilhete romântico agarrado. Até um belo de um champagne em casa com um bom ambiente, uns moranguinhos e uma boa música pode ser uma boa opção.

 

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Surpresas há muitas e independentemente de não terem custos, de serem em conta ou mais dispendiosas, o importante é querer surpreender, independentemente de ser para ele ou para ela. E não vale a pena gostar de ser surpreendido e não fazer nada em troca porque a longo prazo, a outra pessoa acaba por se fartar e acabar com a brincadeira.

As boas surpresas não são aquelas que são feitas no dia dos namorados ou nos aniversários; as boas surpresas são aquelas que são feitas sem qualquer motivo, só porque sim.

Aos que não gostam de surpresas - nem de as fazer nem de as receber - não sabem o que perdem!

 

Desse lado, alguma dica?

 

Portugal pequenino nas bocas do mundo

Por muitos países que visite, regresso sempre ao meu cantinho português com a mesma ideia: "somos um país do caraças!". E somos mesmo! Somos pequeninos mas somo um país cheio de contrastes. Temos praias belíssimas, campos fantásticos, montanhas, neve, florestas, frio, calor...! Temos tanta coisa num país tão pequeno - também temos crise, corrupção etc. mas isso é conversa para um outro dia - e isso enche-me de orgulho.

Poucas cidades como Lisboa e Porto oferecem tantos miradouros com vistas deslumbrantes sobre a cidade, sobre o mar/rio, e cantinhos cheios de história para visitar. Além do mais, a nossa gastronomia é riquíssima, altamente variada e deliciosa.

Somos uns privilegiados em muitos aspectos e por isso é que ultimamente andamos nas bocas do mundo no que diz respeito ao turismo que temos para oferecer. Nos últimos dias voltámos a dar nas vistas através do jornal "The Guardian" que classifica a praia da Salema no Algarve como a 15ª praia mais bela do mundo!

 

 

Apesar de infelizmente nunca lá ter estado, não posso deixar de concordar que temos praias lindíssimas no nosso país, o único senão é a temperatura - era só liga-la ao esquentador e estava perfeito - mas em dias muito quentes, o fresquinho das nossas águas acaba por saber muito bem.

E por falar em praias portuguesas, deu-me cá uma nostalgia e uma saudade do Verão... Era estalar os dedos, fazer calor, sair do trabalho, agarrar na toalhinha e no biquíni e...TARAMMM praia com ela!

 

Como infelizmente tal magia ainda não é possível, partilho convosco algumas das nossas maravilhosas praias portuguesas, quem sabe ideias para onde ir já este Verão!

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Volta Verão, estás mais que perdoado!

 

Praia da Ribeira do Cavalo

Praia da Ribeira do Cavalo

                                                                                      Praia da Marinha

Praia de Galapinhos

Praia da Comporta

Praia de Porto Côvo

 

 

 

 

 

 

Meio da semana melodramático

Tudo o que eu precisava neste momento era de repetir o meu serão do último Sábado à tarde com um cobertor quentinho e um bom filme acompanhado por um fondue de morangos com chocolate...

Ao invés de tudo isto, estou no escritório, cheia de sono, irritada só porque sim e isso deixa-me os nervos ainda mais à flor da pele porque me sinto ingrata por tudo o que de bom tenho na vida ao estar com estado de espírito. Estou a congelar com este frio - este sistema de AC é como eu, não deve de estar preparado para temperaturas tão baixas - e a desejar que o dia de hoje voe à velocidade da luz.

Há dias assim...

 

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Veneza

Sempre me considerei mega romântica e como tal, visitar Veneza com o meu mais que tudo sempre esteve na minha lista de sonhos. O ano passado finalmente lá arranjei umas fériazinhas para lá dar um saltinho e posso-vos dizer que adorei a cidade! Toda ela muito romântica, muito característica, muito única; já no que diz respeito ao povo italiano, garanto-vos que me desiludiu bastante. Achei-os muito pouco prestáveis, pouco atenciosos e muitas vezes bastante rudes - principalmente a dar informações. O inglês deles também não era grande coisa e também não fizeram grande esforço para nos entender, enfim, talvez tenha sido falta de sorte, de qualquer forma a pouca simpatia deles não estragou as minhas férias.  

Veneza é uma ilha muito pequena e é facilmente vista em dois dias.

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Durante o dia é bom dar uma voltinha para atravessar as belas pontes que ligam os canais; andar de gôndola (pelo menos  uma vez porque cada viagem são cerca de 120€ no grande canal e 70€ nos canais mais pequenos); namorar muito; beber um café na Praça de São Marco; comer gelados (são divinais); voltar a namorar muito; para quem gosta de museus e igrejas também lá pode dar um saltinho; dar mais umas quantas voltinhas e mais uma vez namorar muito. Na minha opinião, Veneza é a típica cidade que se visita quando se está muito "in love" e se quer aproveitar todos os cantinhos românticos, todas os canais rústicos e todas as esplanadas com música para namorar - tão romântica que até encontrei um casal de noivos na ponte - até porque a cidade durante o dia não tem assim tanto que visitar e a vida nocturna é muito pobrezinha e com pouca vida.

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Estive em Veneza em Fevereiro do ano passado e considerando a altura em que fui tive bastante sorte com o tempo. Não choveu, esteve quase sempre sol, e tendo em conta que não estava calor, os canais não cheiravam a esgoto - quem lá esteve no Verão com muito calor diz que o cheiro se torna insuportável. 

Relativamente ao "onde ficar", os melhores hotéis são caríssimos (como devem imaginar). Esta viagem foi marcada tão em cima da hora que fui sem hotel marcado, sem roteiro para visitar, sem nada. A única coisa que tinha era um bilhete de avião comprado 2 dias antes, roupa e muita aventura e romance à flor da pele! Mal aterramos em Veneza, reservamos através da Booking um hotel de 70€ a noite pertinho da Praça de São Marco. Era um 3 estrelas, nada de muito por aí além mas tendo em conta a localização e os preços do sítio até considerei um bom achado.

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Foram dois dias muito bem passados em Veneza, dois dias de muito amor e muito romance, depois disso, e sem mais nada que ver nesta bela cidade, apanhamos o comboio em Veneza Mestre rumo a Triestre para apanhar um autocarro com destino à Eslovénia...

 

Internato para cortar cordão umbilical?

 

 

Sempre fui muito ligada os meus pais mas houve alturas da minha vida em que desejei não ser tão apegada emocionalmente, principalmente quando saí de casa para ir viver com o meu mais que tudo.

Até aos meus 16 anos, nunca passei férias longe da família, nunca fiquei a dormir em casa dos avós e sempre que dormia uma noite em casa de amigos era um castigo. Obviamente que na adolescência - após os 16 anos - as coisas mudaram, principalmente na altura das férias quando ia para fora com amigos e passava muitas vezes um mês fora de casa, no entanto, ao contrário das minhas amigas, nunca fui uma miúda cheia de vontade de abandonar a casa dos pais para ir morar sozinha. Creio que não se trata de uma questão de dependência parental mas sim da dificuldade em cortar com o cordão umbilical.

 

Hoje em dia, as coisas são mais fáceis, percebi que faz parte do crescimento e que a lei da vida é assim mesmo, não se pode viver para sempre no ninho, a determinada altura todos nós temos de voar.

Em miúda sempre tive pavor a colégios internos. Eu que era tão apegada à família não conseguia entender como é que era possível que as crianças da minha idade - amigas inclusive - fossem felizes vivendo longe da família durante anos apenas estando com familiares nas férias e aos fins de semana. Nunca soube o porquê de lá irem parar, nem nunca entendi a razão que levara os pais a fazê-lo... até à bem pouco tempo ter ficado esclarecida.

Há dias estava a conversar com uma mãe, que optou por deixar os filhos crescerem em colégios internos, e aproveitei o tema para clarificar a minha dúvida de à tanto tempo. Confesso que a resposta que obtive me surpreendeu. Supostamente, a determinada altura da vida, certos pais deixam os filhos em colégios internos por forma a cortar o cordão umbilical, para que no futuro possam ser jovens e posteriormente adultos independentes.

É um facto que os filhos que crescem em colégios internos têm maior facilidade no futuro em estar sozinhos e é provável que o colégio interno potencie a amizade uma vez que os amigos se tornam na segunda família.

De facto faz algum sentido, mas não será que o internato não cortará um pouco mais do que o cordão umbilical? Será que não fará com que os filhos no futuro fiquem emocionalmente mais distantes dos pais/família? Será benéfico para uma criança ficar tanto tempo longe do seio familiar?

Qual é a vossa opinião?

 

 

 

 

 

 

 

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