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Miss Messy

Miss Messy

A gaveta proibida

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Ontem recebi um telefonema de uma amiga que me contava arrasada sobre a sua última descoberta: enquanto arrumava o seu novo quarto - em casa do namorado - abriu uma gaveta que, para além de um montão de coisas dele, tinha também um grande envelope com fotos, cartas e postais de uma ex namorada. Ficou surpresa ao fazer tal descoberta e completamente arrasada. Na realidade, a casa do namorado, já tinha sido em tempos a casa que o mesmo partilhara com outras namoradas e talvez por esse motivo a probabilidade de encontrar alguma coisa fosse maior. 

Ao desligar a chamada, meti-me a pensar nisto enquanto fazia o jantar. Será que ele realmente não sabia que aquilo ali estava ou sabia mas não conseguia desfazer-se de memórias que fizeram parte da sua vida? Será assim tão complicado meter um ponto final em relacionamentos passados ou foi um mero esquecimento de que aquilo ainda ali estava?

Eu própria não fiquei muito convencida de que tivesse sido um esquecimento e, afinal de contas, eu também não o podia julgar uma vez que tenho duas caixas guardadinhas numa gaveta do meu quarto, em casa dos meus pais, que guarda postais, fotos, flores já secas e até balões vazios que recebi de duas longas relações que tive no passado. Já me questionei várias vezes o porquê de continuar a guardar aquilo mas a verdade é que sou uma pessoa bastante emocional e muito ligada às coisas e faz-me muita confusão desfazer-me de memórias que um dia já me fizeram muito feliz.

Na verdade, estas caixas não estão na mesma casa que partilho actualmente com o meu mais que tudo e jamais gostaria que lá estivessem. Será que é essa a diferença para ser aceitável ou continua a ser mau na mesma?

Liguei-lhe de volta a contei-lhe sobre as caixas que guardava na minha gaveta proibida apenas por carinho e, surpreendentemente, ela acabou por confessar que também tinha umas coisinhas guardadas em casa dos pais de um relacionamento anterior.

Afinal, será que o passado não reconhece o seu lugar e está sempre presente?  Quer me parecer que o mais importante é saber relembra-lo de forma saudável e acima de tudo sabermos em que gaveta do nosso coração o devemos guardar...

 

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